terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Antiga Ágora Ateniense

 
Antiga Ágora Ateniense
A antiga Ágora Ateniense
Vista da frente do Templo de Hephaistos, onde se destacam a Stoa de Attalos e encoberta pela vegetação, ruínas arqueológicas do tempo em que aqui era um vivo mercado local, com vários serviços como banhos públicos, lojas e teatros, talvez uma coisa um pouco parecida com os shoppings ou malls de hoje em dia.
A montanha que se vê a esquerda da foto é o Monte Lycabethus, a montanha dos lobos.
Stoa Intermediária e ao fundo a Acrópole
Podemos ver as colunas da Stoa Intermediaria com suas sequência, que hoje só restaram a base da colunata. Mais ao fundo dominando a paisagem está a Acrópole, centro religioso de Atenas.
Como se pode ver a Ágora Ateniense  tinha inúmeras Stoas, a de Attalos que foi restaurada,  a de Zeus, a Stoa do Sul, esta Stoa, a Intermediária, a Stoa do Sul II, A Stoa Real e a Stoa Poikile, onde concerteza os numerosos grupos de interesse se reuniam para publicar suas idéias. Isto nos dá uma noção de como as idéias deviam circular livremente neste Estado Democrático de Atenas. Entre estas temos, próximo daqui, ao pé do Areópago, o local onde São Paulo no ano de 51 d.C. fez uma palestra sobre o Deus Desconhecido.

Relógio D'Água
O monumental relógio d'água foi construído no Séc IV a.C. num local proeminente da Ágora e a água era trazida por canalização  de pedra. O mecanismo era inicialmente um relógio com uma bóia de flutuação, que conforme a posição no alto da coluna d'água definia as horas e o tanque era drenado lenta e constantemente para permitir esta apreciação. A tanque demorava cerca de 17 horas para ser drenado plenamente e o tanque deveria ser enchido e a tampa do dreno retirado diariamente.
Posteriormente, a partir do Séc III a.C. o mecanismo foi sendo aperfeiçoado com outros dispositivos complementares.
 
 
Desenho que restaura o mecanismo do Relógio d'Água.

 Vista do Templo de Hephaiostos
No interior da Ágora Ateniense, próximo a Tolos, temos esta vista notável do Templo de Hephaistos.
Capitel de Coluna do Odeon de Agripa
Podemos ver tratar-se de um capitel de coluna coríntia, demonstrando que o local era rico,luxuoso e deslumbrante. Portanto o Odeon, ou os ¨pequenos¨teatros dos tempos greco-romanos mantinham a característica de popular, porque sua capacidade de acomodar espectadores era da ordem de  1.000 pessoas. 
Odeon de Agripa
Vista do que restou de seu auditório, existindo hoje apenas os alicerces e algumas projeções de muros. Mas lá na frente restaram as três colunas que definem bem a marca do Odeon de Agripa
 
 
                                 
Odeon de Agripa
Vista das colunas frontais do Odeon, a partir do ponto onde era o auditório.
 
Estátuas de Tritões e Gigantes
A frente do teatro era sustentado por estas colunas de mármore com figuras de Tritões e Gigantes esculpidas
 
Desenho que recupera a fachada do Odeon de Agripa, ano 15 a.C.
 
 
                                    
Odeion de Agripa e sua posição na Ágora Antiga de Atenas
A parte de trás, o lado sul, abria-se para a Stoa Intermediaria, onde naturalmente as pessoas deveriam se reunir antes e depois das apresentações. No lado da frente, no lado norte, possuía um pequeno propileu que dava acesso direto ao palco.Contudo o teatro desabou no ano 150 d.C. e assim , no seu lugar foi construído um ¨Ginasium¨, chamado de Palácio dos Gigantes uma vez que as colunas da frente do teatro foram aproveitadas.
 
 
 Coluna da Frente do Odeon de Agripa e depois aproveitada no ¨ Palácio de Gigantes¨.
 
Coluna da Frente do Odeon de Agripa e depois aproveitada no ¨Palácio de Gigantes
 
 
 
 Pedestal de uma das colunas do Odeon de Agripa
 
 
Coluna da frente do Odeon de Agripa
 
 
 Coluna da frente do Odeon de Agripa
 
 
Colunas da frente do Odeon de Agripa com Tritões e Gigantes esculpidos em mármore.
 
 
Vista do Caminho Penatenaico
Êle era conhecido também como ¨dromos¨com uma extensão total de 1050m e começava no Dipylon no Karameikos até a entrada da Acrópolis. A largura da estrada era entre 10 a 12m e em alguns trechos esta largura chega a 20m, e o caminho  foi mantido inclusivo nos tempos romanos.Era em sua boa parte coberto de cascalho , mas em muitas partes, como na Ágora e no lado oeste de Eleusinion, era pavimentado com pedras.Era uma das mais expressivas vias e servia para as necessidades cívicas e comerciais da cidade do Séc VI a.C. até o Séc I d.C.. Ao longo do caminho existiam expressivas estruturas religiosas, altares, templos bem como edifícios com diversas finalidades como  as Cortes das Leis e lojas. Já no Séc VI a.C. acontecia aquí a famosa procissão e o festival penatenaico, mostrado nos frisos do Parthenon, seguindo o percurso da estrada. Durante estes festivais havia também corridas a pé e corridas de bigas em honra a deusa patrona da cidade, Athena. O Caminho Penatenaico se constitui um monumento único e de significação duradoura, como principal artéria de tráfico em uso desde a antiguidade até os nossos tempos. 
 
 
Pedestais ao longo do Caminho Penatenaico
Ao longo do Caminho Penatenaico eram colocadas inúmeras estátuas das divindades de devoção particulares, pois os deuses ¨Penates¨eram os deuses protetores dos lares, espíritos dos antepassados, os ¨Lêmures¨ , que traziam a segurança e proteção para a cidade e a família.
 
 
 Pedestal da Divindade Penates
Com inscrições votivas invocando a proteção dos deuses Lares, ou Penates, ou Lêmures, espíritos ancestrais que protegiam a cidade e a família.